Quem mora em Curitiba e na Região Metropolitana deve ficar atento às mudanças rápidas no tempo nos próximos dias. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) colocou a capital paranaense sob alerta amarelo para tempestades nesta quarta-feira (26), enquanto a previsão meteorológica indica que um novo período de instabilidade deverá atingir o Sul do Brasil durante o fim de semana.
O alerta válido para Curitiba prevê chuvas entre 20 e 30 milímetros por hora ou acumulados de até 50 milímetros durante o dia, além de rajadas de vento entre 40 e 60 km/h e possibilidade de queda de granizo. O aviso indica ainda risco, embora considerado baixo, de alagamentos, interrupções no fornecimento de energia, danos em plantações e quedas de galhos de árvores.
O alerta alcança praticamente todo o Paraná. Segundo levantamento divulgado nesta quarta-feira, 396 municípios paranaenses estão dentro da área de perigo potencial para tempestades.
Tempestade desta quarta ainda não é provocada pelo novo ciclone
Apesar das notícias sobre a aproximação de um ciclone extratropical, é importante diferenciar os dois fenômenos. A instabilidade registrada nesta quarta-feira está relacionada principalmente à atuação de um cavado, uma área alongada de baixa pressão atmosférica que favorece o aumento da nebulosidade, chuva, trovoadas e tempestades.
De acordo com o Inmet, o sistema afeta especialmente Paraná, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo. Durante a tarde, as condições para chuva e trovoadas aumentam no território paranaense, enquanto à noite as instabilidades tendem a se concentrar principalmente no Norte e Leste do estado.
Em Curitiba, portanto, o morador pode enfrentar mudanças rápidas entre períodos de tempo mais tranquilo e pancadas fortes acompanhadas por raios e rajadas de vento.
Temperatura sobe antes de nova mudança
Depois da instabilidade desta quarta, o Paraná terá uma elevação significativa das temperaturas. Em Curitiba, a máxima deve subir para aproximadamente 27°C na quinta-feira (27) e chegar à casa dos 30°C entre sexta-feira (28) e sábado (29).
Esse aquecimento é importante porque aumenta o contraste de temperatura e fornece mais energia para as tempestades quando novas áreas de instabilidade avançarem pelo Sul.
Na sexta-feira, Curitiba pode ter períodos de sol entre nuvens e sensação de calor bastante diferente do frio registrado no início da semana. A mudança mais significativa volta a ocorrer a partir de sábado.
Novo ciclone coloca o Sul do Brasil novamente em atenção
As projeções meteorológicas indicam uma nova configuração de tempo severo entre quinta-feira (27) e domingo (30) na Região Sul. O cenário envolve áreas de baixa pressão, uma frente que deverá permanecer por períodos quase estacionária e posteriormente a formação ou atuação de um sistema ciclônico.
Os maiores acumulados de chuva são esperados principalmente no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, onde algumas projeções apontam volumes excepcionalmente elevados. No Rio Grande do Sul, modelos chegaram a indicar acumulados entre 200 e 300 milímetros em determinados pontos até o fim do mês.
No Paraná, o impacto mais significativo deverá ocorrer posteriormente. A previsão citada pelo Simepar indica que a quinta-feira tende a permanecer mais estável, enquanto durante a madrugada de sábado (29) novas áreas de instabilidade começam a avançar principalmente pela metade Sul do estado.
Curitiba volta a ter risco de tempestade no sábado
O próprio Inmet já indica novo alerta amarelo de tempestade para Curitiba no sábado (29), novamente com possibilidade de chuva de até 50 milímetros no dia, rajadas entre 40 e 60 km/h e eventual queda de granizo.
A tendência é de que o domingo (30) também tenha condições para tempestades fortes na capital, enquanto a segunda-feira (31) poderá continuar com períodos de chuva.
Ou seja: o cenário atual não indica chuva constante durante todos os próximos dias. Curitiba poderá ter períodos de melhora e até calor antes da chegada de uma nova rodada de instabilidade.
Granizo, raios e vendavais estão entre os principais riscos
Com a combinação de calor, umidade e sistemas de baixa pressão, as tempestades podem se formar rapidamente. Entre os principais fenômenos associados estão rajadas fortes de vento, descargas elétricas, chuva intensa em curto período e queda localizada de granizo.
Mesmo quando o acumulado total de chuva não parece elevado, uma grande quantidade de água concentrada em poucos minutos pode provocar alagamentos em regiões urbanas.
Rajadas de vento também aumentam o risco de queda de galhos, árvores e estruturas mais frágeis.
O que fazer durante as tempestades
O Inmet recomenda que, durante rajadas de vento, a população não permaneça debaixo de árvores, devido ao risco de quedas e descargas elétricas. Veículos também não devem ser estacionados próximos a torres de transmissão ou grandes placas de publicidade.
Outra recomendação é evitar utilizar aparelhos eletrônicos ligados diretamente à tomada durante tempestades com atividade elétrica.
Em situações de emergência, a população pode entrar em contato com a Defesa Civil pelo telefone 199 ou com o Corpo de Bombeiros pelo 193.
Fim de semana exige atenção
O cenário meteorológico ainda pode sofrer ajustes conforme o sistema evolui, especialmente em relação à localização e intensidade das tempestades. O que os modelos e órgãos meteorológicos mostram neste momento, entretanto, é uma sequência de mudanças rápidas: instabilidade nesta quarta-feira, aumento das temperaturas entre quinta e sexta e retorno das tempestades durante o fim de semana.
Para Curitiba e Região Metropolitana, a atenção maior deverá ficar concentrada principalmente entre sábado e domingo, quando o avanço das instabilidades associadas ao novo sistema no Sul aumenta novamente o risco de temporais.
O verão ainda está distante, mas o comportamento dos próximos dias terá características típicas de períodos de tempo severo: calor aumentando rapidamente, formação de tempestades e possibilidade de chuva forte, raios, vento e granizo em pouco espaço de tempo.
A recomendação é acompanhar os alertas oficiais porque a intensidade e a localização dos temporais podem mudar rapidamente.