Política

Eleições ganham novo desenho no Paraná: Sandro Alex dispara e Alexandre Curi assume ponta em nova pesquisa

Sandro Alex cresceu mais de 11 pontos na corrida pelo Governo, enquanto a disputa pelas duas vagas ao Senado ganha novos protagonistas: Deltan Dallagnol avançou no Paraná Pesquisas e Alexandre Curi aparece na liderança do levantamento mais recente da Quaest.

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Eleições ganham novo desenho no Paraná: Sandro Alex dispara e Alexandre Curi assume ponta em nova pesquisa

O cenário eleitoral do Paraná começa a se movimentar de forma mais intensa à medida que o primeiro turno se aproxima. Sergio Moro continua liderando a disputa pelo Governo do Estado na maioria dos levantamentos, mas Sandro Alex passou a apresentar um crescimento expressivo em algumas pesquisas. Ao mesmo tempo, a corrida pelas duas vagas ao Senado está cada vez mais disputada, com Deltan Dallagnol e Alexandre Curi ganhando protagonismo e aparecendo nas primeiras posições dos levantamentos mais recentes.

O movimento mais expressivo para o Governo aparece na pesquisa da Ranking Inteligência, realizada entre 14 e 16 de agosto. Sandro Alex, do PSD, passou de 18,67% para 29,83% das intenções de voto na comparação com a rodada anterior do mesmo instituto, realizada no fim de julho. É um crescimento de 11,16 pontos percentuais em aproximadamente três semanas. Sergio Moro, do PL, passou de 36,5% para 37,33%, permanecendo praticamente estável, enquanto Requião Filho foi de 18,5% para 20,56%.

Na prática, Sandro reduziu consideravelmente a distância para Moro. Se antes quase 18 pontos separavam os dois candidatos, agora a diferença caiu para aproximadamente 7,5 pontos percentuais no levantamento da Ranking. A pesquisa ouviu 1.200 eleitores em diferentes regiões do Paraná e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número PR-03953/2026.

O crescimento também ganha relevância política porque Sandro Alex conta agora com Rafael Greca como candidato a vice-governador e com o apoio do grupo político do governador Ratinho Junior. Ainda assim, os institutos apresentam fotografias bastante diferentes da eleição. A Quaest divulgada em 24 de agosto, por exemplo, aponta Moro com 37%, Requião Filho com 21% e Sandro Alex com 15%. Isso reforça que pesquisas de institutos diferentes não devem ser utilizadas como uma única série de evolução.

Deltan cresce quase seis pontos para o Senado

Na disputa pelo Senado, uma das principais movimentações foi registrada por Deltan Dallagnol, do Novo. No Paraná Pesquisas divulgado em agosto, Deltan alcançou 34% das intenções de voto, depois de registrar 28,1% em julho. A alta foi de 5,9 pontos percentuais dentro da série do mesmo instituto.

O levantamento colocou Deltan numericamente em primeiro lugar, seguido por Alexandre Curi, com 29,6%; Gleisi Hoffmann, com 28,1%; Filipe Barros, com 26%; Cristina Graeml, com 17,2%; e Dr. Rosinha, com 12,3%. Como o Paraná escolherá dois senadores, cada eleitor poderá votar em dois candidatos, o que exige cuidado na interpretação dos percentuais.

Alexandre Curi também ganhou espaço e está no primeiro pelotão

Mas olhar apenas para Deltan deixaria de fora outro movimento importante da eleição: o crescimento e a consolidação de Alexandre Curi, do Republicanos.

Na série do próprio Paraná Pesquisas, Curi aparecia com 28,9% em junho. Em julho, avançou para 31,2%, assumindo naquele momento a liderança numérica da disputa. Em agosto, marcou 29,6%, uma oscilação de apenas 1,6 ponto e dentro da margem de erro do levantamento. Ou seja, apesar da pequena variação, Curi permaneceu instalado próximo da faixa dos 30% e no grupo que disputa diretamente uma das duas vagas.

A pesquisa mais recente disponível acrescentou outro dado importante. Na Quaest divulgada em 24 de agosto, Alexandre Curi aparece numericamente na primeira colocação na soma das intenções de voto para senador, com 15%. Gleisi Hoffmann vem depois, com 11%, enquanto Filipe Barros e Deltan Dallagnol registram 9% cada. Cristina Graeml tem 8% e Dr. Rosinha, 6%.

Quando a Quaest separa especificamente o primeiro voto para o Senado, Curi aparece com 18%, empatado numericamente com Gleisi Hoffmann. Deltan registra 14%, Filipe Barros 11% e Cristina Graeml 9%. O resultado confirma que Curi deixou de ser apenas um nome competitivo e passou a figurar constantemente no grupo de candidatos com chances reais de conquistar uma das duas cadeiras paranaenses no Senado.

Outro dado que pode favorecer Curi ao longo da campanha é sua rejeição relativamente baixa. No Paraná Pesquisas de agosto, apenas 8,5% afirmaram que não votariam nele de jeito nenhum. Para efeito de comparação, Gleisi Hoffmann registrou rejeição de 42,2%, Deltan Dallagnol 13% e Dr. Rosinha 12,1%.

Deltan lidera uma pesquisa; Curi lidera outra

Os números mostram por que ainda seria precipitado apontar um favorito absoluto para o Senado. No Paraná Pesquisas, Deltan aparece com 34% e Curi com 29,6%. Já na Quaest mais recente, Curi ocupa numericamente a primeira posição na soma dos votos, com 15%, enquanto Deltan aparece com 9%.

A diferença não significa necessariamente que um candidato ganhou ou perdeu dezenas de pontos em poucos dias. Os institutos utilizam metodologias e formas diferentes de perguntar sobre uma eleição na qual cada cidadão terá direito a dois votos. Por isso, a maneira mais segura de identificar crescimento é acompanhar a evolução de cada candidato dentro da série realizada pelo mesmo instituto.

Nesse recorte, os movimentos ficam mais claros. Deltan cresceu de 28,1% para 34% entre julho e agosto no Paraná Pesquisas. Curi havia crescido de 28,9% para 31,2% entre junho e julho e permaneceu próximo de 30% em agosto. Agora, na fotografia mais recente da Quaest, é Curi quem aparece numericamente na frente.

Corrida ao Senado está longe de estar definida

Além de Deltan e Curi, outros candidatos permanecem completamente vivos na disputa. Gleisi Hoffmann aparece entre os primeiros colocados nos principais levantamentos, Filipe Barros continua competitivo e Cristina Graeml também aparece com percentuais relevantes.

A própria Quaest revela um eleitorado ainda bastante aberto à mudança. Isso torna as próximas semanas decisivas, especialmente porque a disputa não é por apenas uma cadeira: duas vagas do Paraná estarão em jogo no Senado.

Campanha começa a mudar o tabuleiro

A pouco mais de um mês das eleições, três movimentos merecem atenção no Paraná. Sandro Alex tenta transformar um crescimento de mais de 11 pontos em uma ameaça real à liderança de Sergio Moro. Deltan Dallagnol busca consolidar o salto que o colocou com 34% no Paraná Pesquisas. E Alexandre Curi, depois de alcançar a casa dos 30% e se manter entre os primeiros colocados, aparece agora na liderança numérica da pesquisa Quaest mais recente.

As pesquisas não são previsões do resultado das urnas e representam apenas o momento em que os entrevistados foram consultados. Mas a sequência dos levantamentos mostra que a eleição paranaense está longe de estar parada.

No Governo, Moro ainda tem a vantagem, mas Sandro Alex tenta encurtar a distância. No Senado, Deltan e Curi começam a ocupar o centro da disputa, enquanto Gleisi, Filipe Barros e Cristina Graeml seguem tentando garantir espaço entre os dois primeiros.

Com o primeiro turno marcado para 4 de outubro, a pergunta agora é: o crescimento de Sandro Alex vai continuar e, entre Deltan Dallagnol e Alexandre Curi, quem conseguirá transformar os bons números das pesquisas em uma das duas vagas do Paraná no Senado?

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