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Galípolo vê risco em avanço de crédito sem garantia e alerta para endividamento das famílias

Presidente do BC destacou juros elevados no cartão e crescimento do crédito pessoal não consignado durante evento da Febraban

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Foto, Gabriel Galipolo. Nesta terça (9) o Secretário Gabriel Galípolo indicado Diretor Bacen, fala com a imprensa sobre a indicação para diretoria de política monetária do Banco Central —
Foto: Foto: TON MOLINA/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, alertou nesta segunda-feira (24) para o avanço de modalidades de crédito caras e sem garantia, em meio à manutenção do endividamento das famílias em nível elevado.

Segundo ele, o crescimento recente da dívida tem sido puxado principalmente por linhas usadas para consumo e despesas recorrentes, o que preocupa.


“Não dá para ficar contente porque o crédito cresceu e depois reclamar que o endividamento cresceu”, afirmou Galípolo durante participação no Febraban Tech.

O presidente do BC ressaltou que o avanço das dívidas ocorre a despeito da melhora no mercado de trabalho.

Em junho, a taxa de desemprego caiu para o nível mínimo de 5,4%, enquanto a renda disponível das famílias atingiu o recorde de R$ 822 bilhões em maio.



Para Galípolo, o ponto de atenção está no perfil do crédito contratado.

Ele diferenciou dívidas que contribuem para a formação de patrimônio, como o financiamento imobiliário, daquelas usadas para despesas que não resultam em um ativo.


“Nem todo tipo de endividamento é um problema. Comprar uma casa, por exemplo, gera um ativo. O problema é quando a dívida é usada para algo que não se transforma em ativo, principalmente quando envolve juros elevados”, disse Galípolo.


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